domingo, 25 de março de 2018

O ATO TERAPÊUTICO DO BRINCAR PARA CRIANÇAS COM AUTISMO


Ao receber o diagnóstico de TEA para seus filhos, muitos pais tendem a se questionar por que conosco. Essa fase é dolorida, pois as expectativas que esses pais projetavam sobre suas crianças precisam ser completamente modificadas. Após o impacto inicial, a segunda pergunta é: o que posso fazer para ajudar meu filho. A resposta a essa pergunta, na atualidade, resume-se a se apropriar de informação. O TEA é uma condição crônica, não tem cura, mas com o tratamento precoce, essa criança tem a possibilidade de ter uma melhoria em sua qualidade de vida, tornando-a mais autônoma em sua vida adulta. Nos últimos anos, a investigação das características de brinquedos terapêuticos para crianças com TEA tem sido considerada como um método importante para a compreensão da patologia do autismo. O objetivo desse artigo é apresentar o ato de brincar como uma forma de terapia no tratamento da criança com TEA. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica existente sobre o tema do ato de brincar e sua relação com o TEA. Conclui-se que, para a criança com TEA, o ato de brincar passa a ter uma abordagem em que essas crianças podem usar a função do corpo para expressar uma emoção inerente para alcançar a comunicação interativa. A criança com autismo precisa de atenção, paciência e muito amor para que ela se desenvolva através de um tratamento devido e com muita compreensão.

Por favor, dê os créditos ao autor do artigo, fazendo a referência correta:
MENEZES, Ana Paula Sá. O Ato Terapêutico do Brincar para Crianças com Autismo. Educar FCE, v. 9, n. 1, p. 62-75, out. 2017. Disponível em: http://www.fce.edu.br/pos/educar-fce-9a-edicao 

INTRODUÇÃO 

O autismo é considerado um Transtorno Global de Desenvolvimento pelo DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Seu diagnóstico é baseado em um grupo diversificado de sintomas comportamentais: dificuldades sociais, interesses fixos, ações obsessivas ou repetitivas e reações inusitadamente intensas ou embotadas à estimulação sensorial – porque não existem marcadores biológicos confiáveis (ARAÚJO; LOTUFO NETO, 2013). Embora os sintomas do autismo frequentemente se tornem menos graves na idade adulta, o consenso sempre foi que seus principais sintomas permanecem. Muitas supostas curas do autismo são promovidas na Internet: tomar certas vitaminas e/ou suplementos nutricionais, usar desintoxicantes, dietas especiais com exclusão de caseína e glúten, remoção potencialmente perigosa de metais pesados do corpo e terapia de quelação. Entretanto, nenhuma evidência indica que qualquer um deles pode aliviar qualquer dos principais sintomas do autismo, e muito menos erradicá-lo. Não há cura para o autismo, apenas tratamento através de terapias e uso de medicações no controle de irritabilidade e agressividade. 

Ao receber o diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) para seus filhos, muitos pais tendem a se questionar “por que conosco”. Essa fase é dolorida, pois as expectativas que esses pais projetavam sobre suas crianças precisam ser completamente modificadas. Após o impacto inicial, a segunda pergunta é: “o que posso fazer para ajudar meu filho”. A resposta a essa pergunta, na atualidade, resume-se a se apropriar de informação. Os pais precisam ler mais para que possam entender que o TEA é uma condição crônica, não tem cura, mas que com o tratamento precoce, essa criança tem a possibilidade de ter uma melhoria em sua qualidade de vida, tornando-a mais autônoma em sua vida adulta. Esse tratamento deve ser multidisciplinar e baseado em uma intervenção comportamental eficaz.
Enquanto a equipe multidisciplinar faz seu trabalho especializado, o que os pais podem fazer em casa? Se por um momento, eles pudessem parar de pensar na frase “e se...” e começassem a aceitar aquela criança com suas limitações? Como, por exemplo, apenas brincar com essa criança. 
 Esse prazer, muitas vezes é esquecido, devido ao fato de os pais precisarem se desdobrar entre o sustento da casa e as idas ao fonoaudiólogo, ao terapeuta ocupacional, ao psicólogo, ao musicoterapeuta, à equoterapia, dentre outras. Mas, o ato de brincar é uma forma natural de interação social. Ao brincarmos com essas crianças, podemos ajudá-las no desenvolvimento da linguagem, do pensamento e na capacidade de resolução de problema (TSENG; TSENG; CHENG, 2016). 
O objetivo desse artigo é apresentar o ato de brincar como uma forma de terapia no tratamento da criança com TEA.  
A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica existente sobre o tema do ato de brincar e sua relação com o TEA. 

Entre no link e leia o artigo na íntegra: http://www.fce.edu.br/pos/educar-fce-9a-edicao 



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