A cura do autismo envolve diversos aspectos que devem ser levados em conta. Que cura? Das comorbidades? Do autismo? Da sociedade?
Eu curei todas as comorbidades do Edinho. O que sobrou? O autismo. Um pouquinho dele. A parte boa, o original, o básico das qualidades de um autista (a bondade, a sinceridade, humildade, a inteligência). O resto foi embora. Isso é o que todo autista merece, que “o resto” vá embora:
- A ansiedade
- O medo
- As manias (ou rigidez) que os impedem de relaxar
- A hiperatividade
- O TOC
- A agressividade
- O Transtorno Opositor
- A depressão
- As crises
- As convulsões
- Os distúrbios sensoriais
- Os problemas de sono
- A seletividade alimentar, etc.
Passado isso tudo (que não é legal, vamos concordar), sobra o autismo. Aquela personalidade ultra-única, que ninguém tem, nem parecido. Aí vem a paz para a família, o tempo livre, a despreocupação e, claro, o orgulho de ter criado a pessoa mais linda do mundo, tocada por Deus.
Porque naquela fila de bebezinhos esperando nas nuvens para descer (nascer), Deus tocou na cabecinha de 1 em 59. Uma delas são os nossos filhos.
Ahh a cura... como ela já foi importante para mim. Primeira coisa na minha lista de desejos. Mas isso foi há 21 anos. Hoje, eu encontrei a cura para as comorbidades do meu filho e, também, a cura para mim.
Eu desejo, de coração, para todos os pais e mães de autistas, a cura que procuram para seus filhos.
A ciência busca o que o Homem pede.
Deus busca o que o Homem precisa.
Tudo vale a pena.
Tudo deve existir para que escolhas possam ser feitas 🙏🏼🌹
Texto: @fatimadekwant
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